Juntei minhas coisas, o velho rádio, o caderno todo rasgado
mas com inúmeros rabiscos, peguei algumas peças de roupas e meu querido retrato, era tudo que tinha
ali, ao menos era o que eu pensava que era mesmo meu.
Vitor, começou a discutir e gritar comigo se questionando o
porque de minha partida, não segurei meus nervosos e nessas horas queremos
dizer palavras torpes, só dei meia volta e fiz meu mais novo(antigo) discurso,
ele estava cansado de ouvir isso, será que deveria repetir? Fui breve e
objetiva, estou indo porque desde o dia que cheguei aqui parecia que não te
pertencia, sua voz era como ouvir heavy metal, o seu beijo foi sempre mais
amargo que limão com sal, seu jeito era mais irritante do que assistir desenho
para bebês, a única coisa que sempre me atraiu foi esse seu carisma em fazer
com que eu fique mais viciada em você e nesse seu sorriso que me hipnotiza. Se pudesse, pediria
a todos os cantores nos quais fiz nossa trilha sonora, desfazerem das canções,
pois preciso te esquecer, mas perceba não posso fazer isso, talvez A Thousand
Years, tenha significância para demais casais, né? Não tem como evitar dizer,
dessa vez você foi além do seus limites não posso mais, por isso estou largando
tudo que me deu, até meu vestido florido que é um dos meus favoritos. Não quero me
lembrar de você, prometo que assim que me mudar não pintarei mais seu
rosto na minha parede, mas se quiser vir, tem que abandonar tudo, para um novo
recomeço, posso pensar em te perdoar... Quer vir?
Inspiração em fatos reais hahahahaha

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