Eu queria amá-lo.

Eu quis admirar o espaço que ganhei no coração do meu amigo, sabia que aquele espaço era diferente do normal. Eu estava apaixonada e por isso devia ser cautelosa, pois ele já devia estar me amando. E a partir de dois dias que fiquei sem falar com ele... Foi desde aí que houve a possibilidade de eu me apaixonar por ele pelo resto dos meus dias, era fundamental eu entender o que estava sentindo, embora nunca entendo o que sinto. Só que ele não é como um quebra-cabeça qualquer, ele é dos complexos, chega até ser estranho. Apesar de ele ser muito bonito e quando digo: “bonito”, digo também sobre as partes que ele possui dentro de si, é tudo realmente muito bonito. Mas a única coisa que não cola nessa história, é que eu não quero mais me apaixonar e mesmo assim eu me permitir sentir coisas por ele. Logo ele! Não diria que é uma droga se apaixonar, mas isso nos deixa louco, afinal eu quero amá-lo. Amar dá mais paz e nos traz sossego, se apaixonar só nos dá desespero e a gente fica fanático pela pessoa e quando a gente pira, vem a decepção... E decepção é algo que não quero sentir, mas é algo inevitável de não sentir. Porque eu fico nas nuvens e tudo faz me lembrar ele. Isso é bom, pois ele é como um bom livro, daqueles que você tem sua frase favorita daquele verso sempre em mente, é como se fosse uma música que você ouve milhões de vezes... Mas não isso que busco, eu quero um amor que me dê calmaria. Por isso repito, devo ter cautela. Ele pode estar me amando, em paz e eu aqui achando que ele não fala comigo porque está bravo, quando na verdade ele só está me observando, não quero cometer loucuras, vou continuar usando o verbo esperar e quem sabe assim eu o ame, intensamente.

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