Será essa a grande culpa?


Crônica de hoje:

Uma garota que sentiu seu sentimentos serem levados pelo vento, da mesma forma que o vento levou todas as construções de uma cidade.

Sinto que sou uma folhinha que o vento fez questão de levar pra bem longe. Sinto que aos poucos o vento me ataca me levando para mais distante de você. Como se fosse um vendaval na cidade, tento me agarrar no que sinto, mas há uma pressão que me empurra cada vez mais longe, mais longe... E quando sinto que estou distante de você imagino os destroços pelo quintal da minha casa, imagino a poeira invadindo o meu quarto, sinto que até meu coração está sendo levado nesses ventos.

Não dá para impedir, os noticiários anunciaram que há muita expectativa de vento por todo fim de semana, mas de alguma forma estranha e egoísta não ligo.  Não ligo se casa serão derrubadas, se escolas, hospitais, praças ou igrejas serão destruídas. Me preocupo mesmo com o meu coração, com o seu ou com de todos nós... Que está sendo cada vez mais sendo empurrado pra bem longe, me preocupo porque o que está no coração será esquecido, quebrado, nunca  mais será a mesma coisa, nunca voltará a ser como era.

No final de tudo não são as catástrofes que me assustam, me assusta saber que há muita gente que não se importa. Até porque quando se existe amor, toda guerra é vencida. E os ventos têm nos levado cada dia pra mais longe de Deus, do amor. Vento que nós causamos. Deveríamos nos preocupar em nos enchermos de coisas boas ao invés de nos apodrecer com o ódio. No final de tudo, nós somos os causadores desses ventos, as pessoas nos esquecem porque permitimos isso. Por isso quando algo bom chegar em suas mãos usufrua da melhor forma possível, porque se não cuidar o vento leva....

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